sábado, 14 de outubro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 150/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos

JEREMIAS 10/15

 - “Ao fim de cada sete anos, todos darão liberdade ao seu irmão 
hebreu, que haviam comprado e que já lhes havia servido durante 
seis anos. Devem dar-lhe então a liberdade.” (Jr 34,14)
- Porque é que a Bíblia sanciona a escravatura? Falta de coragem 
de Javé? Porque não apregoou, defendeu a igualdade entre todos os 
Homens perante Deus - o Criador - e os outros Homens? Seria uma 
revolução ou… uma reposição da verdade? Ou havia - há? - Homens 
que são mais Homens do que outros? O que é certo é que a escravatura 
proliferou pelos tempos fora, encheu de dinheiro os bolsos de reis e 
senhores, semeou o sofrimento em muitas gerações… Onde estava 
Javé? Onde esteve Javé para condenar? É que isto não é um problema 
menor! Bule com a dignidade humana. E foi apenas há dois mil e 
quinhentos anos! E é a actuação de um Deus eterno, omnipotente, 
omnisciente! Tais factos não deixam de causar perplexidade às nossas 
mentes inquisidoras mas não rebeldes.
- “Quando a gente de Judá tomar conhecimento de todas as desgraças 
que estou a planear fazer contra eles, talvez cada um se converta 
da sua má conduta e Eu possa perdoar as suas faltas e pecados.” 
(Jr 36,3)
- Se o castigo dos pecados era a invasão pelo rei da Babilónia, 
desejoso de glória e poder, acaso tal invasão não se teria dado se a 
gente de Judá tivesse mudado de conduta? - voltamos a perguntar.
- “No nono mês do quinto ano de Joaquim (…) foi convocado um 
jejum em honra de Javé a todo o povo de Jerusalém (…)” (Jr 36,9)
- Que jejum? E porque “precisava” Javé de um… jejum? Porquê se 
“diverte” a Bíblia a “inventar” mais sacrifícios ou sofrimentos ou 
privações para a vida quando esta se encarrega de no-los apresentar 
na rotina do dia-a-dia? A Bíblia e a Igreja que se lhe seguiu, pois 
até há pouco tempo, o jejum e a abstinência eram imposições da 
Igreja aos seus fiéis. Não em sentido metafórico de conversão, mas 
real no não comer carne ou no se abster dos prazeres da “outra” 
carne…, glorificando o sacrifício como penhor da salvação eterna.
- “(…) O rei mandou (…) prender o escrivão Baruc e o profeta 
Jeremias. Javé, porém, escondeu-os.” (Jr 36,26)
- Foi Javé que os escondeu ou foram eles que conseguiram 
ludibriar os seus perseguidores? Não é intrometer demasiado 
Javé em tudo o que é ou são questiúnculas de humanos? Se eu 
fosse Javé não permitiria que abusassem assim do meu Nome! 
Será que Javé permitiu? Melhor: não será Javé simplesmente uma 
figura gerada na imaginação dos patriarcas daquele tempo…?!
- “Sedecias, filho de Josias, sucedeu no trono…” (Jr 37)
- Aqui, comenta-se: “O texto refere acontecimentos de 587 a.C.: 
o exército babilónico cerca Jerusalém mas é obrigado a retirar-se 
diante de uma investida do exército egípcio comandado pelo faraó 
Hofra. Jeremias fora preso por um grupo nacionalista; este não 
aceitava o realismo político do profeta, que via a submissão a 
Nabucodonosor como única saída. Interrogado pelo rei, Jeremias 
desafia os falsos profetas e confirma a sua própria convicção: 
Jerusalém não escapará à dominação babilónica.” (ibidem)

- E nós, sem qualquer maldade, perguntamos: O realismo político 
era de Javé ou de Jeremias? A convicção de que Jerusalém não 
escaparia à dominação babilónica era de Javé ou de Jeremias? 
Ou este estava de tal modo impregnado do espírito de Javé que 
quando emitia uma opinião era a “opinião” de Javé que emitia 
e… vice-versa? Como poderemos aceitar tal situação sem 
contestarmos? Como? Enfim, porque é que as opiniões 
contrárias às de Jeremias eram tidas por provindas de falsos 
profetas?… Não há dúvidas: estes profetas e estes exegetas 
levam-nos a uma total descrença na Bíblia..

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo testamento (AT) - 149/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos 

JEREMIAS 9/15

 - “Tiraste Israel, o teu povo, do país do Egipto com sinais e 
prodígios, com mão forte e braço estendido, espalhando grande 
terror. Deste-lhe esta Terra que tinhas prometido com juramento 
aos seus antepassados, terra onde corre leite e mel. Eles 
chegaram aqui e tomaram posse da Terra, mas não 
Te obedeceram, não se comportaram conforme a tua Lei. (…)” 
(Jr 32,21-23)
- Nada de novo, pois não? Mas isto de Javé dar uma Terra, 
quando foram os israelitas que a conquistaram, passando tudo 
ao fio da espada, não deixa de continuar a ser… no mínimo, 
revoltante!!!
- “Esta cidade sempre foi para Mim motivo de ira e de cólera, 
desde que a construíram até ao dia de hoje. Terei de a afastar da 
minha presença por causa do mal que os israelitas e judeus fazem 
para Me irritar, eles, os seus reis e autoridades, sacerdotes e profetas, 
cidadãos de Judá e habitantes de Jerusalém. (…) Eles colocaram 
os seus ídolos na casa onde se invoca o meu Nome, profanando-a (…)” 
(Jr 32,31-34)
- A linguagem, simbólica embora, é redutora: Javé irritando-se… e 
não há por ali justo algum que aplaque a sua ira divina: são todos 
infiéis… A situação seria confrangedora para qualquer humano 
quanto mais para um Deus! E que Deus! E que 
povo! - Simplesmente, Javé e o povo de Israel!
- “(…) Neste mesmo lugar, ouvir-se-á novamente o som da música, 
os gritos de alegria, a voz do noivo e da noiva, a voz dos que cantam 
trazendo sacrifícios de acção de graças ao Templo de Javé: Agradecei 
a Javé dos exércitos porque Ele é bom, porque o seu amor é para 
sempre.” Pois mudarei a sorte deste país, fazendo-o voltar ao que era 
antes, diz Javé.” (Jr 33,10-11)
- Novamente, a palavra simbólica. E um Javé a quem se deve 
agradecer trazendo sacrifícios… Que sacrifícios? É Javé que deles 
tem necessidade - o que é absurdo! - ou é o Homem que necessita 
de ritos, de cultos, de sinais exteriores de redenção? Estará a Bíblia 
escrita ao contrário?
- “Não faltará um descendente de David para se sentar no trono da 
casa de Israel. Também não faltará um descendente dos sacerdotes e 
levitas para oferecer holocaustos na minha presença, incensar as 
ofertas e oferecer sacrifícios todos os dias. (…) Multiplicarei a 
descendência do meu servo David e dos levitas que Me servem, 
como as estrelas do céu que não se podem contar (…)” (Jr 33,17-22)
- David! Que rei foi realmente David para que seja chamado de 
“servo de Javé”? Para que origine a estirpe donde irá nascer Jesus 
Cristo? Conseguiremos esquecer o triste episódio, já atrás referido, 
narrado em 2Sm 11? Grandes foram os pecadores que depois se 
tornaram santos, ao longo da História. Olha um S. Paulo que 
perseguia os cristãos e depois se converteu no maior apóstolo de 
Cristo! Ou um Santo Agostinho, com vida dissoluta até aos trinta 
e dois anos e depois Doutor da Igreja e… santo! Mas o rei David, 
lendo a sua história no livro 2Samuel, em nada lobrigamos 
qualquer laivo de santidade…
Depois, voltamos aos sacrifícios e holocaustos que Javé parece 
reclamar para si e… aos servidores do Templo que Javé vai 
multiplicar como as estrelas do céu… Para quê tanto sacrifício, 
meu Deus?! E não são demasiados levitas? Não estaria Jeremias 
comprometido com os sacerdotes e levitas do Templo para que 
pusesse na boca de Javé a necessidade de tantos sacrifícios, 
de tantos descendentes?
O serviço de Javé! O serviço do Templo! Que serviço? Outrora 
como hoje! A questão, rebelde embora, talvez para muitos 
chocante - esses que nos perdoem! - não será pertinente? E que nos 
perdoem também aqueles que se dedicam desinteressadamente aos 
irmãos, apesar de esteados numa religião de mistérios… É que, para 
sermos intelectualmente honestos, teríamos de rever toda a religião, 
todas as religiões à face dos conhecimentos actuais, das “certezas” 
actuais sobre o Universo e a Vida, das sociedades actuais, do 
Homem actual.
Onde isso nos levaria, santo Deus! Pois, que crente quererá abandonar 
a sua Fé para se guiar apenas pela razão, pelo conhecimento científico? 
Quem aguentará uma vida de miséria, doença ou sofrimento, sem a
ajuda de promessas de um céu ou de uma eternidade feliz, seja ela 
embora e apenas fruto da Fé, por exemplo, em Jesus Cristo e na sua 
Palavra: “Vou preparar-vos um lugar, junto a meu Pai que está nos 
céus.”? 
Que seria o mundo sem Fé? Onde nos levaria o racionalismo puro? 
A que sociedade? A que Homem? Não veio do próprio Homem a 
necessidade de uma Fé? Antes de Jesus Cristo, num Javé que se 
“revelou” a Moisés, pelos profetas, pelos símbolos da Arca da 
Aliança, pelo Templo. Depois de Jesus Cristo, na sua própria 
Palavra: “Eu sou o caminho, a verdade, a vida. Vinde a mim e 
tereis vida em abundância, a vida eterna. Ninguém vai ao Pai 
senão através de Mim.” Já não falando nas outras religiões antes 
e depois de Cristo…

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Aquando do meu adeus à vida



“Quem já muito andou pouco ou nada tem para andar!” É: o fim irá chegar. Cedo ou tarde! Mas inexoravelmente! Como, inexoravelmente, o tempo não pára e não há manhã que persista nem tarde que não se acabe...
Então, antes que a “voz” se me cale para sempre, a morte me surpreendendo descuidado, eis o que gostaria de deixar como epitáfio de uma vida que foi e... se foi:
«Adeus! Adeus, até àquela eternidade que, queiramos ou não, nos assistirá a todos: a transformação em átomos e moléculas de matéria, matéria que se manterá pedra ou entrará no ciclo da vida de um outro ser vivente qualquer, seja animal ou planta. Mas nós – eu, tu ele – nós, com esta individualidade que temos – melhor, tivemos! – essa não existirá mais. A razão é tão mais que simples: pertencemos ao Tempo, aparecemos no Tempo, vivemos um tempo, integrando-nos no princípio universal da matéria de que “tudo o que tem um princípio, tem inexoravelmente um fim associado”. Embora, nada se perdendo, tudo se transformando... Então, como poderíamos ser a excepção? Quem quiser acreditar noutra hipótese, que acredite ou tenha a presunção e a vaidade de acreditar; mas não passará, nunca passará de simples, ingénua etérea crença...
Assim sendo, é forçoso dizer que foi bom, foi muito bom, foi privilégio que não foi concedido a milhares de milhões de outros seres humanos que ficaram e ficarão para sempre na hipótese de ser. Eu... fui! Que bom! Houve sofrimentos? – Claro que houve! Frustrações? – Quantas, santo Deus! Desilusões e arrependimentos de atitudes tomadas? – Também! Mas tudo foi vida! E fui inteligente quanto bastou para me agarrar mais aos gostinhos dela do que aos seus desaires ou sofrimentos, embora leve comigo a frustração, nesta hora de despedida, de não ter conseguido com que alguns dos que me rodearam jogassem comigo o jogo do só positivo, do só alegria, do só sorriso, criando tantas vezes momentos de suprema infelicidade, arruinando nervos e avolumando rugas no rosto, por ninharias sem importância nenhuma. Que perda de vida, santo Deus! Que perda de vida!
E a mensagem, a grande mensagem a deixar aos que de mim tiveram conhecimento e por cá ficarão mais uns tempos, até chegar a sua hora de partir, será:
«VIVAM AO MÁXIMO A VIDA, VIDA EM QUE CADA MOMENTO É ÚNICO E IRREPETÍVEL! VALORIZEM TUDO O QUE É POSITIVO! QUE O NEGATIVO OU ERROS SIRVAM APENAS PARA MELHOR VIVER A OUTRA PARTE. E SORRIR! SORRIR SEMPRE MESMO QUE A VOZ, POR DENTRO, DOA, DOA MUITO, MUITO!!!»

E flores? Não há flores a enfeitar teu caixão? – Oh, não! Pese embora o desemprego das floristas, se a moda pega, de flores, apenas uma rosa devidamente humedecida para durar muito para além do ali jazer em cima do meu caixão, nas mãos ou na mesa de quem me for mais próximo.



É que flores, ramos de flores, dão-se em vida para homenagear ou mostrar carinho, amor, afecto. Depois, para que raio quer um morto o seu caixão enfeitado de flores, flores que morrerão logo que desça à cova escura, ou enfrente as labaredas da cremação, e o Sol as coza no cemitério?... E caixão, apenas isso: caixa grande onde eu caiba, sem cruz nem adornos; nem por fora nem por dentro; simples caixote de pinho não pintado, cheirando a resina. Pois, tal como as flores, para que raio quer um morto um caixão de oiro? Portanto, nem flores nem caixão doirado...
E um Requiem, por exemplo, o fantástico livrete de Mozart? – Ná! Requiem também não! Nada há para chorar. Cante-se e dance-se! Não porque uma vida se foi, mas porque milhões, biliões de outras continuam, a começar pelas dos presentes. Então, cantem-se essas com aleluias, o Aleluia de Haendell, por exemplo, ou hinos à alegria, como o de Beethoven. Ali, mesmo ali, em frente de um morto que, afinal, apenas representa uma vida que se foi...
Assim sendo, não haverá lugar a lágrimas... – Não! Por favor, não chorem sobre o meu caixão, nem façam caras tristes, nem se vistam de negro e outras coisas assim. Lágrimas só para mostrar alegria, comoção, enternecimento. Chorar ali é tempo de vida perdido... Mas quem não conseguir suster as lágrimas, deixe-as correr à vontade. Afinal, uma morte é um momento de despedida e toda a despedida apela à comoção e ao sentimento, àquela saudade que tanto nos aperta o peito...
Enfim, faltam as cinzas. Que faremos delas? – Se não puder ser no mesmo dia, agende-se um outro qualquer para ir até ao rio ou até ao mar e lançá-las à água corrente ou marulhante. Assim, mais facilmente se espalham pela Natureza, moléculas de moléculas que um dia da Natureza vieram e a ela retornam impreterivelmente. O Destino implacável, inexorável! Claro, tudo em tom de festa, com música a gosto que até pode ser romântica com violinos ou oboés, cortando os ares...
Vivo agora – melhor, vivi agora! – nesta época fantástica em que de tanto Conhecimento e Ciência já somos capazes. Porquê, então, não ser realista e, mesmo na hora da morte, ver o lado positivo dela? Não foi uma sorte ter vindo à VIDA? – Pois então, aplauda-se essa sorte e deixemo-nos de lamúrias, lágrimas ou lamentações! 
O IMPORTANTE É O SORRISO!
Ah, falta a missa, com padre a abençoar os restos mortais e a encomendar a alma do defunto ao Deus Criador! – Não! Por favor, missa também não! É que a religião, ela própria inventada por homens, inventou um Deus inexistente, um Céu inexistente, anjos e santos inexistentes, um Inferno e os seus demónios inexistentes, uma própria alma humana inexistente, uma eternidade ou uma imortalidade inexistentes... Tudo impossíveis, tudo inexistentes pela magna – ou simples?! – razão de que tudo pertence ao Tempo e o que é do Tempo não pode ser nem imortal nem eterno. Imortal e eterno só o Deus Infinito – que não é o das religiões! – o Deus que é o TUDO existente, o TUDO onde tudo se integra, Espaço e Tempo e tudo o que pertence ao Tempo, nós também, obviamente.
E tenho dito! Adeus! Adeus, até sempre, mesmo que esse sempre não exista nunca mais porque tudo foi... um dia! Num dado momento do Tempo!...

PS (imprescindível):

Antes do adeus afinal, fica a pergunta talvez, de todas, a mais importante: “Valeu teres vivido? Tu valeste a pena?” – Quem não viver de modo a que, no fim da vida, possa dizer “Eu vali a pena!”, deveria pensar em desistir! Pois, para quê uma inutilidade? Aproveita a alguém, a começar pelo próprio? A questão é melindrosa. Pode levar à depressão, à análise emocional – logo irracional – das situações – e tantas são elas! – em que, na vida, tudo nos parece negro, tudo sem esperança, sendo a morte o caminho mais fácil para colmatar o desespero. E poder-se-iam perder muitas vidas que, julgadas inúteis até ao momento, muito ainda tivessem para dar, ao próprio e ao mundo. Por isso, muito cuidado nessa auto-avaliação! Aliás, o suicídio é de uma injustiça enorme para com a vida: “Custou-me” tanto ter vindo a ela e, agora, ia assim desperdiçá-la por uma depressãozinha qualquer?

Ora eu, chegado ao fim, sinto poder dizer: “Eu vali a pena!”. Eu gerei, eu plantei, eu lutei com as armas da minha geração (cada geração tem as suas armas e é com elas que deve lutar sem ficar a carpir mágoas por não ter as de outros tempos...) ganhei e perdi, vivi! Eu semeei ideias para mudar pessoas e comportamentos e o mundo que me viu nascer, deixando-o melhor à partida do que o encontrei à chegada. Infelizmente, pouco ou nada consegui. Talvez um dia! Mas as ideias novas aí ficam para quem as quiser aproveitar e, com elas, mudar o mundo, humanizá-lo, criar a imprescindível fraternidade universal, todos irmãos e não o “homo homini lupus”, (o Homem lobo do seu semelhante), nas pseudo-democracias actuais, todos escravos da tirania do dinheiro, da usura, da ganância de uns quantos que dominam – são “lupus”! – a maior parte da humanidade, não tendo qualquer pejo em deixá-la morrer à fome ou de doença, se isso acarretar ganhos para a sua conta bancária...
Então, e ainda, a última, a derradeira mensagem para os que ficam será:

“VIVEI DE MODO A QUE, NO FIM DA VIDA, POSSAIS DIZER, COM UM SORRISO NOS LÁBIOS, SORRISO EMBORA JÁ ALI FENECENDO PELO DESENLACE FINAL: “EU VALI A PENA”!


A...........deus!!!!!

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 148/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos

JEREMIAS 8/15

- “Assim diz Javé: Quando se completarem setenta anos na Babilónia, 
olharei para vós e cumprirei as minhas promessas, fazendo-vos voltar 
para este lugar.” (Jr 29,10)
- Sem querermos esmiuçar datas, para constatar cumprimento ou não de 
tais profecias, apenas anotamos que a destruição de Jerusalém por 
Nabucodonosor se deu em 586 a.C. e a entrada de Ciro na Babilónia, 
acolhido por Israel como libertador e braço de Javé para cumprir as suas 
promessas, foi em 539 a.C., começando então para Israel um novo êxodo 
e a restauração de Sião. (Cf. notas a Is 40-55, ibidem) São apenas 47 anos…
- “Assim diz Javé, o Deus de Israel: (…) Eu destruirei todas as nações 
por onde te havia espalhado, mas não te destruirei: Eu corrigir-te-ei com 
justiça mas não te deixarei sem castigo. (…) Foi porque os teus erros 
eram muitos e os teus pecados tão pesados que Eu te tratei assim. Mas 
todos os que te devoram serão devorados; todos os teus inimigos serão 
levados para o exílio; os que te saqueiam serão saqueados, os que te 
despojam serão despojados. (…) Vós sereis o meu povo e Eu serei o 
vosso Deus. (…) Cessa os soluços e enxuga as lágrimas, porque há uma 
recompensa para a tua dor - oráculo de Javé: os teus filhos voltarão para 
a pátria. (…) Eu farei uma aliança nova com Israel e Judá (…)” 
(Jr 30-31)
- Novamente o pecado, o castigo, a destruição dos inimigos de Israel, 
uma nova aliança de Deus com este povo. Como entender tal 
exclusividade? - voltamos a perguntar pela enésima vez. Como podemos, 
sem forçar todo o nosso conhecimento da realidade universal, como 
podemos aceitar um Deus que anda fazendo alianças com um povo - 
e que povo! - e que essa história seja a Nossa Bíblia da Salvação Eterna? 
Como? É: deveríamos “libertar” Javé-Deus dali da “prisão” do Médio 
Oriente e projectá-Lo por toda a Terra, pelo sistema solar, pela galáxia, 
pelo Universo, pelo Infinito, pela Eternidade já que o Infinito e a 
Eternidade são propriedades do divino. E então, inspirados por esse 
Deus eterno e infinito, fora de todo o criado e incriado ou visível e 
invisível, poderíamos profetizar: 
“Dias virão - oráculo de Javé-Deus - em que Deus se nos apresentará, 
real e claro, a todos os Homens, sem subterfúgios de imagens ou 
parábolas ou símbolos, pois se Ele é a INTELIGÊNCIA, Ele saberá 
manifestar-Se de forma a que todos os Homens O possam ver e 
entender claramente e assim deixar de ser aquele Ente de que tanto se 
fala e ninguém realmente viu nem entende mas que inspira o temor, 
aproveitado por todas as religiões para disso tirarem humanas 
recompensas e satisfações obscuras de mistérios e misticismos, 
tudo baseando em supostos céus ou infernos ou Aléns 
desconhecidos que, por tal serem, não deixam de atemorizar 
qualquer ser vivo inteligente que não sabe com que linhas se coser 
no acto - tão certo, santo Deus, tão natural e… tão inaceitável - o 
acto de morrer." 
No entanto, a única quase-certeza que Javé-Deus me permite neste 
momento de inspiração divina é que Ele ainda se há-de manifestar. 
Como? Quando? Onde? Em que Universos? Com que realidade? - 
Infelizmente, nada é possível profetizar a tal respeito.  Aí, continuo - 
quem não continuará? - completamente às escuras! 
Então, até à total, inquestionável, indubitável, totalmente clara e por 
todos entendível MANIFESTAÇÂO de DEUSaté lá, temos de 
continuar vivendo com o mistério, com a angústia do Além desconhecido 
ou - se quisermos - Além bem conhecido, não saindo deste voltar do 
mesmo ao mesmo através do diverso, em que moléculas se transformam 
em seres - o ser que tu, eu, nós somos - e depois se transformam 
novamente em moléculas, incorporadas em novos seres, novas formas, 
novas vidas ou não-vidas, mas realidades sempre velhas e sempre novas 
ou renovadas, não pelos tempos fora, mas por toda a eternidade que, por 
sê-lo, nunca começou como também nunca acabará! 
Não é, não será o que eu, tu, nós queríamos, nem desejamos, nem 
sonhamos, pois o nosso sonho é de um céu, de uma eternidade em que 
nunca mais acabássemos, já que tivemos a sorte de um dia termos 
começado e com a capacidade de pensarmos tudo isto, de sonharmos 
tudo isto. Mas é o possível, neste momento do tempo! E quem sabe se 
é ainda neste nosso tempo - que não deixa de ser um momento da 
ETERNIDADE! - que Deus se manifestará? Seríamos os Homens 
mais felizes de todo o Universo! No entanto, que injustiça para todos 
os que já viveram antes de nós, pensaram antes de nós, se angustiaram 
antes de nós, sonharam antes de nós! 
A tristeza é tamanha! A angústia é total! Talvez que, para não cometer 
tal injustiça, Deus nunca mais se manifestará, nem no tempo nem na 
eternidade! Se é que Ele – esse Deus vendido aos Homens por outros 
Homens que o inventaram, formando religiões – tem alguma hipótese 
de existir. 
Só nos resta uma esperança: que o Deus Verdadeiro - 
O TODO-INTELIGENTEencontre uma solução. Acaso ser-Lhe-á 
impossível - a Ele TODO-PODEROSO considerar todos os seres 
existentes desde sempre como estando fora do tempo universal, 
embora tenham estado num determinado tempo, como nós o 
estamos agora? Tal e qual como Ele está fora do tempo? Que sabemos 
nós das relações tempo-eternidade? Que sabemos nós das relações 
espaço-infinito? Que sabemos nós - algum dia o Homem o saberá? 
qualquer ser inteligente do Universo o saberá? - dos limites do 
Universo e se tem limites e se não é eterno e infinito, existindo desde 
sempre e para sempre, sem espaço nem tempo, já que o tempo é a relação 
entre um antes e um depois e o espaço se delimita pelo princípio e fim 
das coisas visíveis ou invisíveis, e assim, se confundindo com o próprio 
Deus, o único a quem se podem atribuir os conceitos de ETERNO e 
INFINITO? Como estaríamos longe do humanizado Javé da Bíblia! 
Mas como este “nosso” Deus é bem mais Deus do que esse tristinho, 
apoucado, sanguinolento, partidário Javé!

Mas já nos alongámos demais… Então, voltemos a Jeremias!

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 147/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos

JEREMIAS 7/15

- “Dirás o seguinte: Assim diz Javé: «Se não Me obedecerdes 
seguindo a lei que vos dei e se não obedecerdes às palavras dos 
meus servos, os profetas, que sem cessar vos envio, se não os 
escutardes, então vou fazer deste Templo o que fiz ao santuário 
de Silo e desta cidade farei um objecto de maldição para todos os 
povos da Terra.» Os sacerdotes, os profetas e todo o povo ouviram 
Jeremias dizer isto no Templo de Javé. Depois, (…) os sacerdotes 
e os profetas prenderam-no, dizendo: «Tu deves morrer (…) Este 
homem deve ser condenado à morte porque profetizou contra esta 
cidade. (…)». «Foi Javé que me mandou profetizar contra este 
Templo e esta cidade (…) Agora, emendai a vossa conduta e 
acções: obedecei a Javé, vosso Deus e Javé desistirá das ameaças
que proferiu contra vós.»” (Jr 26,4-13)
- O falar contra as autoridades religiosas do tempo ia-lhe custando 
a vida. Naquele tempo, nos tempos de hoje, que diferença? Mas, 
se acaso eles tivessem emendado a conduta, o “castigo” - invasão 
e destruição de Jerusalém - não se teria concretizado? Duvidamos 
fortemente, perante a sede de poder de Nabucodonosor.
- “Quanto a vós, não deis ouvidos aos vossos profetas e adivinhos, 
intérpretes de sonhos, feiticeiros e magos que vos dizem: Não
ficareis submetidos ao rei da Babilónia. Porque eles profetizaram 
mentiras (…)” (Jr 27,9-10)
- Certamente seriam apenas vozes com ideias diferentes das de 
Jeremias sobre a proximidade dos acontecimentos. Mas aqui, não 
há dúvidas: Jerusalém caiu mesmo nas mãos do rei da Babilónia! 
Jeremias … acertou!
- “Hananias (…) que era profeta (…) falou (…) diante dos sacerdotes 
e de todo o povo, dizendo: Assim diz Javé dos exércitos, o Deus de 
Israel: Vou quebrar o jugo do rei da Babilónia. Dentro de dois anos, 
farei voltar para este lugar todos os objectos do Templo de Javé (…) 
Jeremias disse ao profeta Hananias: Escuta-me, Hananias: Não foi 
Javé que te mandou e levaste este povo a acreditar numa mentira. Por 
isso, assim diz Javé: Vou retirar-te da face da terra; ainda este ano 
morrerás porque pregaste a revolta contra Javé. E Hananias morreu 
nesse mesmo ano.” (Jr 28,1-17)
- Obviamente, também Hananias falava em nome de Javé mas… 
não acertou. Tal desacerto custou-lhe a própria vida, não pela mão 
dos homens mas do próprio Javé. Que verdade haverá nisto? Não 
expressaria Hananias apenas uma opinião à moda dos profetas que 
tudo colocavam na boca de Javé? Tanto o amor como o ódio? Aliás, 
aqui, o mesmo texto que profetiza a morte de Hananias revela o 
cumprimento da profecia. É, pelo menos, confuso!
- “Assim diz Javé dos exércitos, o Deus de Israel, a todo o povo que 
levei de Jerusalém para o exílio na Babilónia: Construí casas para 
morardes, plantai pomares e comei os seus frutos, casai-vos, gerai 
filhos e filhas, arranjai esposas para os vossos filhos e maridos para 
as vossas filhas (…) Multiplicai-vos em vez de diminuir. Lutai pelo 
progresso da cidade para onde vos exilei e rezai a Deus por ela, pois 
o progresso desse lugar será também o vosso progresso.” (Jr 29,4-7)
- É espantoso como os judeus cumpriram, então como hoje, tal conselho 
de Javé. Espalhados por todo o mundo, têm o mundo nas mãos pois 
souberam criar riqueza, apoderar-se dos sistemas produtivos dos países, 
dominar bancos, petróleos, ouro, diamantes… Só lhes falta conseguir 
a “Terra Prometida”. Mas também para que querem eles uma Terra 
Prometida? Não têm a Terra inteira a seus pés? Não é a Terra inteira 
a sua Terra Prometida? 
Se pensassem assim, bastar-lhes-ia um pedaço de Jerusalém para se 
sentirem felizes e terem a tão desejada paz, no perene conflito em que 
estão enleados até à medula, sem conseguirem libertar-se das teias da 
guerra e do ódio… Mas parece que aí não chega a sua enorme e 
reconhecida inteligência e sagacidade. Ou… perversa maldade?!
Quanto à profecia, mais uma vez, estamos perante uma interpretação 
puramente religiosa da História.

terça-feira, 12 de setembro de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 146/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos

JEREMIAS 6/15

- “Por isso, assim diz Javé dos exércitos: Já que não ouvistes as 
minhas palavras, mandarei convocar todas as tribos do Norte - 
oráculo de Javé - e também o meu servo Nabucodonosor, rei da 
Babilónia, para virem contra este país, contra os seus habitantes 
e contra todas as nações vizinhas. Vou condená-los todos ao 
extermínio (…) O país inteiro será entregue à destruição e desolação 
e o povo ficará escravo do rei da Babilónia durante setenta anos. 
Depois (…) castigarei o rei da Babilónia e o seu povo - oráculo 
de Javé - (…) por causa dos seus crimes. Vou transformá-lo em 
desolação permanente.” (Jr 25,8-12)
- Tais palavras apresentam um Javé que parece andar divertindo-se 
castigando ora uma ora outra nação. Ridículo para um Deus-Deus 
que deveria estar muito acima de todas estas pequenas - que 
serão sempre pequenas por maiores catástrofes ou destruições que 
sejam - questiúnculas entre povos que se guerreiam e se destroem 
conforme o poder que cada um consegue alcançar. E sempre 
num pequeno lapso de tempo da História. Depois, como considerar 
isto profecia se foi escrito depois dos factos terem acontecido? Aliás, 
aquela precisão dos 70 anos é… de mestre profético! Perante tais 
considerandos, porque temos estes textos como “Livros Sagrados”, 
Livros da Fé? Ah, que Fé baseada em tão fracas bases, Santo Deus! 
E não deixa de ser interessante - ou melhor, intrigante - o pagão 
Nabucodonosor, arrasador de nações, ser chamado de “servo” por 
Javé. Só porque vai servir de mão divina para castigar Israel pelos 
seus pecados? É… inadmissível! Alguns dirão que é tudo simbólico, 
tudo metafórico. Mas, como nos havemos de entender com isto de 
às vezes ser simbólico e, outras vezes, nas mesmas circunstâncias, 
ser real?
- “Assim me disse Javé, o Deus de Israel: Toma de minha mão esta 
taça de vinho da minha ira e dá a beber dela a todas as nações às quais 
te envio. (…) Eu tomei a taça da mão de Javé e fiz que bebessem dela 
(…) Jerusalém, (…) Judá (…) Egipto (…) Hus (…) Ascalon, Gaza, 
Acaron (…) Azoto, Edom, Moab (…) Amon (…) Tiro (…) Sidónia 
(…) Dadã, Tema e Buz (…) Zambri (…) Elam (…) Media (…) Norte 
(…) Um após outro fiz com que todos os reinos que existem sobre a face 
da Terra bebessem. E o rei da Babilónia beberá depois deles.” 
(Jr 25,15-26)
- Só perguntamos: E os outros povos da Terra quase todos 
desconhecidos de Jeremias, mas certamente não de Javé? Não 
“gostariam” também eles de “provar” de tal vinho da ira de Javé?! 
Acaso concebe-se um Javé-Deus hipotecado apenas na salvação ou 
castigo de um povo tão pequeno, numa parcela da Terra tão pequena, 
num espaço do Universo que não tem qualquer significado?!
- “Eu convocarei a espada contra todos os habitantes da Terra (…) Tu 
porém, anunciarás todas estas coisas e dir-lhes-ás: Javé ruge lá do alto, 
da sua santa morada (…)” (Jr 25,29-30)

- Que Terra? Que alto? Que morada? Que rugir de Javé? Se a Terra é 
minúscula partícula no espaço, se o céu não tem alto nem baixo, se 
Deus - a existir - está em toda a parte? Ah, que Deus tão pequenino 
estes bíblicos criaram! Deus, por ser infinito e eterno contém tudo 
o que existe fora e dentro do espaço – espaço infinito – e todo o tempo, 
tempo que só existe para os que participam no ciclo: nascimento, 
crescimento, morte. Defini-lo-íamos como O TODO ABSOLUTO ONDE 
TUDO SE INTEGRA, DO ÁTOMO ÀS ESTRELAS, AO UNIVERSO 
QUE NÃO PODERÁ SER SENÃO INFINITO. (Aliás, se o Universo, 
do qual conhecemos apenas uma pequeníssima parte, não é infinito, o 
que haverá para além dele?). A Bíblia está toda ela construída sobre a 
ignorância total da realidade Terra-Universo e não merece, por isso, 
qualquer credibilidade, como os teólogos, num exercício intelectualmente 
desonesto, “impõem” às populações ignorantes. Lamentável! 

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Onde a Verdade da Bíblia? - Análise crítica - Antigo Testamento (AT) - 145/?

À procura da VERDADE nos livros Proféticos 

JEREMIAS 5/15

 - “Assim fala Javé dos exércitos, o Deus de Israel: (…) 
Encheram este lugar com sangue de inocentes e construíram lugares 
altos para Baal, para queimarem os seus filhos no fogo em 
holocausto a Baal. Eu nunca mandei fazer tal coisa, nem disse, 
nem me passou pelo pensamento. Por isso - oráculo de Javé - (…) 
vou fazê-los cair ao fio da espada diante do inimigo (…) vou 
entregar os seus cadáveres como alimento às aves do céu e às feras. 
(…) Farei com que devorem a carne dos próprios filhos e filhas. 
Devorar-se-ão entre si por causa do cerco que os inimigos lhes vão 
impor.” (Jr 19,3-9)
- Como? Como é possível Javé dizer que nunca Lhe passou pelo 
pensamento sacrificar vidas humanas, condenando os sacrifícios 
humanos a Baal e logo a seguir afirma o que é quase mais horrível 
ou horripilante que fará com que eles devorem os próprios filhos 
e filhas? Não é exactamente ou ainda pior holocausto… de vidas 
humanas?
- “Tu me seduziste, Javé, e eu deixei-me seduzir. (…) A palavra de 
Javé tornou-se para mim motivo de vergonha e de escárnio o dia 
inteiro. (…) Maldito seja o dia em que nasci. Que jamais seja bendito 
o dia em que minha mãe me deu à luz. Maldito o homem que levou 
a notícia a meu pai, dizendo: Nasceu-te um filho varão!, enchendo-o 
de alegria. Que essa pessoa sofra (…) ouça gritos (…) Porque não me 
fez morrer no ventre materno? (…) Porque saí do ventre de minha 
mãe? Só para ver tormentos e dores e terminar os meus dias na 
vergonha? (Jr 20,7-18)
- Aqui, Jeremias desespera! Enfim, é… humano. Mas que culpa tem 
quem levou a notícia a seu pai, para que seja maldito, sofra…, ouça 
gritos?! Este Jeremias parece não saber medir as palavras. Não! Não é, 
não pode ser profeta inspirado pelo divino…
- “Dias virão - oráculo de Javé - em que farei brotar para David um 
rebento justo. Ele reinará como verdadeiro rei e será sábio, pondo 
em prática o direito e a justiça no país. (…) É este o nome com 
que será chamado: Javé, Nossa Justiça”. (Jr 23,5)
- Quem será este “Javé, Nossa Justiça”? - Ciro que libertou Israel 
do cativeiro da Babilónia? Ou, como refere Jo 10, o próprio Jesus 
Cristo, quinhentos anos depois? David! Quem poderá esquecer o que 
este rei - de tanta consideração bíblica - fez a um dos seus 
generais em tempo de guerra? Simplesmente isto: Mandou-o colocar 
sozinho na frente de batalha para que fosse ferido e morto. 
Porquê? Porque David se havia apaixonado e dormido com a mulher 
dele enquanto ele defendia a pátria longe do palácio real… 
(2Sm 11,15). Grande herói! Grande exemplo!...
- “Entre os profetas da Samaria, vi coisas absurdas (…) Entre os 
profetas de Jerusalém, o que Eu vi era horrível: cometem adultério 
e praticam a mentira, dão a mão aos malfeitores (…) Assim diz 
Javé dos exércitos: Não presteis atenção às palavras dos profetas que 
para vós profetizam (…) Eu não enviei nenhum desses profetas (…) 
Eu não lhes falei e no entanto, eles profetizam. Se eles tivessem 
assistido às minhas deliberações e tivessem levado ao meu povo a 
minha mensagem, o povo teria desistido do seu mau caminho, teria 
deixado o mal que praticava.” (Jr 23,13-22)

- Não é estranho que haja por ali tantos falsos profetas? Não teria 
o povo realmente dificuldade em saber distinguir os bons - neste 
caso e neste tempo, só se fala de Jeremias  - e os falsos que 
superabundavam e também falavam em nome de Javé? E que 
credibilidade nos merece este Jeremias que se vem revelando falso, 
ignóbil, sanguinário? Depois - e já atrás perguntámos - será que se 
Israel se arrependesse, não teria sido igualmente invadido pelo rei da 
Babilónia e feito prisioneiro? Não estaremos apenas perante mais 
um subterfúgio religioso para explicar a História?